O diabetes é uma condição crônica que pode alcançar diversas pessoas, independente da faixa etária. No geral, o diabetes tipo 1 é mais comum em crianças e jovens, enquanto o diabetes tipo 2 é mais frequente em adultos e idosos.  Além disso, é interessante apontar outro quadro de diabetes, que é encontrado em recém nascidos e lactentes chamado diabetes mellitus neonatal (DMN). Sendo assim, as duas situações que atingem bebês são o DMN e o tipo 1. Você conhece essas condições?  

Diabetes em bebês: o que é o diabetes mellitus neonatal?

O DMN  está associada a mutação genética, caracterizado por uma concentração elevada de glicose no sangue, associada a baixos ou nenhum nível de insulina. É uma condição rara, e ocorre pela hiperglicemia em bebês até 1 mês de vida (ou até 3 meses, ou 6 meses para alguns autores) com a duração de pelo menos duas semanas e uso de insulina. Após essa faixa etária é mais comum o diagnóstico do diabetes tipo 1. A hiperglicemia ocorre frequentemente em bebês prematuros, com baixo peso ao nascer ou com a presença de alguma infecção. Esses casos podem ser confundidos com o DMN, dificultando o diagnóstico.   

Sintomas

Os sintomas do DMN são inespecíficos e podem abranger desidratação, letargia, irritabilidade, convulsões, coma ou, em alguns casos, não apresentarem sintomas. Outra característica que pode ocorrer é a cetoacidose, que é uma complicação da hiperglicemia. Além disso, durante o período gestacional pode ser identificado restrição do crescimento Intra uterino.  

 Nos casos confirmados, existem duas classificações: transitórias (que somem em aproximadamente três meses, apesar de poder haver recorrência, principalmente na infância ou adolescência) e permanentes. Por isso, é interessante investigar por um período o quadro de hiperglicemia quando encontrado em bebês. Posteriormente, o acompanhamento da criança nas consultas pediátricas pode avaliar alterações de crescimento ou do desenvolvimento motor.  

Diabetes tipo 1 em bebês

Nos casos de bebês com diagnóstico de diabetes tipo 1 podemos identificar os seguintes sintomas: fome e sede excessiva, frequência urinária em grande quantidade e emagrecimento ou ganho de peso insatisfatório, e presença de infecções recorrentes (por exemplo, a infecção urinária e a candidíase).  

Cabe destacar que o tratamento do diabetes em bebês e crianças deve ser realizado o mais precoce possível, com o uso de insulina, a fim de evitar possíveis complicações e prejuízos a longo prazo. Também é importante conhecer os sinais de hipoglicemia e hiperglicemia, além de realizar o acompanhamento adequado da saúde.  

Referências Bibliográficas  

Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes 2022. [citado em 25 de Jun 2023] Disponível em: https://diretriz.diabetes.org.br/  

AQUINO, MACEDO et al. Hipoglicemia e Diabetes Mellitus neonatais: uma revisão sistemática da literatura. 2018. 

ESTACIA, Carolina; DE SOUZA, Fátima Cleonice; TISOTT, Taís Montagner. Diabetes mellitus neonatal: relato de caso. Boletim Científico de Pediatria-Vol, v. 4, n. 1, p. 23, 2015. Acesso em 01 abr 2023. Disponível em: https://www.sprs.com.br/sprs2013/bancoimg/150915221204bcped_v4_n1_a6.pdf 

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